sábado, 2 de junho de 2018

Começo do RPG solo

INTRODUÇÃO

Uma noite, a chuva dominava, o vento soprava frio, frio como o coração amargurado de alguém que não tem nome, apenas uma letra K, assim que se referiam a ele em seu cárcere. Ele não sabia porque estava ali, e tudo o que ele tem são cenas de violência extrema que recorrentemente vinha a sua cabeça, várias crianças matando outras crianças, mulheres grávidas sendo espancadas, e o sorriso de uma moça, tão pálido e belo, e seu corpo aparentemente incorruptível no meio de tanta escuridão. Por algum motivo essas cenas iam e vinham como os carros em uma rodovia, cada um com sua história, porém nada ele sabia sobre ela.

Seu cárcere não era dos piores, uma branca sala com as paredes acolchoadas, uma lâmpada, a mais de 2 metros do chão, acoplada no teto lhe garantia luz durante o tempo que necessitava, e 3 vezes pelo que ele jugava ser o dia alguém vinha deixar uma refeição para ele, passando por uma abertura no que ele juga ser a porta, ela não é muito grande, mal passa o prato de comida, a sua vida seguia, ele não sabia porque estava ali, até o dia em que algo de inesperado acontece.

Em um dia como todos os outros para ele, uma carta é passada pela abertura da porta, ele abre ela, e então lê algo interessante.

Quando as luzes se apagam, ele acorda, então percebe que alguém o observa, dentro do quarto há mais alguém, ele não pode vê-lo mas consegue ouvir sua respiração, tentando ficar imóvel o máximo possível, ele sente a respiração parar, ele relaxa, porém algo o puxa, o joga contra a parede, depois o mantêm erguido no ar, a escuridão toma conta de tudo, nenhum flash de luz, ele sente que está sendo pressionado contra o teto, ele começa a ser sufocado, pouco a pouco ele não consegue mais respirar.

Uma chuva intensa domina a noite, no telhado de um prédio alguém procura um significado nas estrelas, então seu atual pensamento se liga ao anterior, sua respiração volta.

– O que eu estou fazendo aqui? – Os horrores da noite anterior tomam conta de sua mente, ele não sabe como foi parar ali, não sabe como conseguiu sair daquele lugar, e como estava vestindo um sobretudo.

Ele caminha até uma porta que estava no telhado, ao abrir se depara com uma carta no chão, ele lê o conteúdo da carta.

“Para encontrar as respostas que você procura”

“Um caminho trilhará, até encontrar”

“O que eu preciso”

As frases estavam dispostas de uma maneira que não entendera, ele desceu as escadas, nenhuma porta, só havia uma longa escadaria, e enfim uma porta. A rua estava deserta, vários letreiros eletrônicos iluminavam a noite com propagandas que ninguém prestava atenção. Sem perceber ele tinha pisado em cima de uma filipeta, seu verso consistia em uma imagem de um coelho branco, ao pegar a filipeta, ele observou a sua frente e então várias imagens a sua cabeça apareceram, ele estava em uma sala de aula, estava sentado em uma cadeira e havia outras cadeiras na sala porém estavam vazias e havia uma televisão mostrando vários vídeos, várias imagens ao que ele parecia ser de pessoa fazendo manutenção em algo, ele via alguns fios azuis por entre os homens que pareciam mexer em algum tipo de armário, as imagens se foram e de novo ele estava na rua, o que tudo aquilo queria dizer? Ele não sabia.

Ao dar o primeiro passo, ele sentiu que haviam algo em seu bolso, ele viu um pequeno pacote, ele pegou e abriu, havia um papel junto com um crachá, no papel ele leu o seguinte.

“Ao que parece você se libertou, você terá respostas, apenas siga meus comandos, siga até a empresa que está em seu crachá o endereço se encontra no verso do mesmo, apenas dance conforme a música e não levante suspeitas”.

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