sexta-feira, 11 de maio de 2018

CHUVA

Dezembro de 2015, já estávamos a 2 meses namorando, eu estava naquela fase em que os sentimentos eram diretamente proporcionais à insegurança, tinha medo de dizer o que sentia por ela quando a via, tinha medo de dizer o que sentia quando a abraçava, tinha medo de dizer o que sentia quando a beijava, me sentia inseguro.
Era dia de semana quando a gente decidiu fazer algo diferente, fomos até a orla da cidade, sentamos perto da Fortaleza, conversamos muito, conversamos sobre bobagens, sobre nossos cotidianos, enfim sentamos debaixo de uma árvore, perto dos quiosques, continuamos a falar as mesmas coisas, nesse momento percebi algo: nunca falamos de sentimentos pessoais, nunca falamos de problemas em casa, problemas na escola, de problemas na vida, decido quebrar esse tabu.
Eu começo a soltar meu problemas pra ela, só percebi que parei quando ela me abraçou, agora sinto que devia dizer o que eu sinto.
Eu olho nos seus olhos, passamos segundos nos encarando até que começa a chuva, eu a puxo pelo braço, levo ela pro meio da chuva, começa a correr com ela, abraço ela, beijo ela, rio, me divirto, então no meio da chuva olho em seus olhos e digo... EU TE AMO H****.
Ela olha pra mim e eu vejo em seus olhos lágrimas escorrendo e se misturando a chuva, ela disse que me amava, não me contive, gritei pro mundo, pra todos ouvir, EU TE AMO H****, sinto que aquele poderia ser o momento mais feliz da minha vida, isso se ele tivesse existido.
Começou a chover, a gente se abriga debaixo dos quiosques, a chuva tá muito forte, não consigo ouvir o que ela fala, a gente para de conversar, a chuva passa, ela coloca o celular dela no meu bolso, a gente vai embora, esqueço de devolver o celular, chego em casa, percebo que não tem como ela me responder, deixo assim, vou pra cama e durmo.
Fim do dia

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